Wednesday, July 11, 2007

Jornalismo Literário - Maldita mancha

Sílvia Raphaella

Depois de anos lutando por um corpo perfeito e acabar de ser chamada de gordinha na escola, a vaidosa Ana decide exibir seu corpinho esbelto cansado de tenta malhação naquele final de semana. Era manhã de sábado quando Nicole liga chamando-a para o clube. Como sua amiga era uma das mais bonitas e magrinhas da sua sala, Ana recusa seu convite e fala para sua mãe:

- Agora que tanto lutei pra desfilar com meu corpo magro, vou para o clube com outra magra? Aonde! Quero ser o destaque do clube.

Ana então decide ligar para sua amiga gordinha e elas vão para o clube. Chegando lá, a ex-gordinha e atual magrinha encontra com o menino por quem era apaixonada na época de colégio. Ele a convida para sentar ao seu lado. Ana, então, prontamente deixa sua amiga de lado e senta com seu príncipe que tanto sonhou em beijar. Suas pernas tremiam, seus lábios embranqueciam e sua vontade acumulada, de abraçá-lo e encostar sua cabeça no ombro do seu amado, parecia mais perto do que imaginava.

- E agora como reajo? - pensou aquela garota insegura que, no passado, era pouco olhada pelos colegas de sala, por ser gorda e feia perante todo o colégio.

Agora aquela gorda que virou uma garota atraente e charmosa, então decide dar uma caída na piscina, quando retira sua canga, seu príncipe então olha para ela e fala:

- Nossa Ana, tem uma mancha vermelha no seu biquíni!

Ana percebeu que era a inconveniente da sua menstruação que tinha acabado de chegar. Pronto, foi o fim do sonho de beijar seu príncipe encantado. O mundo tinha acabado naquela hora, a vergonha, o desconforto e, principalmente, a decepção de passar anos em uma academia lutando para um corpo ideal tinha acabado naquela linda tarde com uma maldita mancha no seu minúsculo biquíni. O sonho de ter aquele tão esperado encontro com seu amor platônico tinha ido por água abaixo.

9 comments:

Najara Lima said...

Achei o texto um pouco curto, senti falta do uso mais constante de descrição. Queria saber como é a Ana, além de ser uma ex-gordinha. Queria também poder reconhecer o príncipe encantado dela se um dia o encontrasse na rua.

Josi Anjos said...
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Josi Anjos said...

Assim como Najara, também senti falta de mais detalhes sobre os personagens, mas não descritivos, e sim sobre quem são, o que pensam...Detalhes sutis que revelem mais sobre suas personalidades, ou ao menos, desnudasse um pouco mais a jovem Ana. Acredito que você poderia ter arriscado um pouco mais no fluxo de pensamento dela, principalmente, no momento do encontro com a grande paixão de adolescência.

Fábio Guerra said...

Eu acrescentaria uns diálogos entre os dois para dinamizar o texto e depois exploraria o fluxo de consciência dela em relação ao que ele dizia, mostrando, quem sabe, que aparência é bom mas não é tudo.
O fluxo de consciência evoluiu bem.
Ela só não contava com o fluxo menstrual para atrapalhar o encontro.

Débora said...

Senti que vc keria contar algo e acabou se perdendo. Lembro que comentou em sala, que a "menstruação" deveria ser, na realidade, um "absorvente interno-O.B"
Senti falta de um final, de descrição, de mais histórias, tipo: comportamento dela, estilos de roupa, o esforço que fez para ter o grande amor...
Pode ser um texto simples e cheio de coisas interessantes ao mesmo tempo.

Vivian Barbosa said...

concordo com Débora - um texto pode ser simples, mas não siginifica que por isso ela deva emocionar menos.
de repente, o texto acabou. com certeza a cabeça da garota estava um pânico só, mas não deu pra sentir isso pela narração. um pouco mais de descrição e fluxo acho que resolveria isso.
bjo!

Silvia Raphaella said...

Najara, Ana é uma amiga minha que contou uma vez essa situação que passou pra mim. Na verdade faltou mais descrição sobre ela e seu príncipe.

Marvin Kennedy said...

Se não fosse o seu comentário de que Ana é sua amiga, eu não poderia afirmar a realidade do texto. A falta da descrição, do fluxo de consciência nos faz pensar que é ficção.

Leandro Colling said...

Leio esse texto como uma primeira versão que, mais trabalhado, poderia ficar bem mais interessante. Mas tem fluxo sim, embora tímido.