Sunday, June 10, 2007

Computer to the people


Parabenizo André Lemos pelas empolgantes aulas ministradas e pelo conteúdo. Exatos 6 meses afastada da sala de aula, percebi o quanto as coisas mudam e, se não nos atualizarmos, ficamos “para trás”.

Achei que RSS fosse programa para “combater” vírus na rede; o tempo instantâneo ainda era tempo real, embora não tivesse pensado na possibilidade de não existir tempo irreal;
Aprendi:
- a ver a comunicação como troca de influências para romper o isolamento;
que nem todos os direitos são reservados;
- que posso estar aqui e em outro lugar, ao mesmo tempo. E, o mais importante, posso sentir esse lugar distante através de uma visão 3D

Além das aulas empolgantes, e das teorias aprendidas, é importante ressaltar que “As regras mudaram, e isso é apenas o começo”, e que “Tudo se torna mais fácil quando não precisamos de intermediários”, afinal de contas, o importante é a convergência.

“A internet não é uma mídia, é um ambiente midiático, uma incubadora de mídias”. André Lemos (2003)


*No princípio eram os folhetos, distribuídos debaixo das portas para informar a população do que acontecia nas cidades grandes. Surgia assim a imprensa, através de Gutenberg, apresentando características do jornalismo político. “O estreito vínculo entre a imprensa e a ordem capitalista aparece, também, na evolução do problema da liberdade de informar e de opinar. Assim, não devido ao rudimentarismo dos meios – que, na maioria dos casos, eram orais – carece de sentido recordar os sistemas de divulgação anteriores à invenção de Gutenberg e seu generalizado uso: a transmissão de notícias nas tribos primitivas..” (SODRÉ, 1983: 2)

*Rádio- A maior história considerada por estudiosos, foi a chamada Guerra dos Mundos. Dia 30 de outubro de 1938, a rádio CBS, transmitia ao vivo o programa de Orson Welles, apresentando uma dramatização do romance de mesmo nome. Essa dramatização tratava-se de uma (possível) invasão de alienígenas na Terra.

*TV- Em meados dos anos 50, surgem os programas de perguntas e respostas. Eles eram de entretenimento. Esses programas seriam reais ou não passariam de uma eterna ficção? As personagens envolvidas eram pessoas comuns e, as respostas do concorrente, de verdadeiro ou falso. Por fim, surgiram os programas de auditório. Um apresentador cômico fala durante horas, sobre assuntos como músicas, filmes e introduzia um documentário ou debate na programação...

Breve

Antes, a Internet era vista com o objetivo de interligar centros militares por meios de computadores, atualmente os objetivos dela são bem maiores, pois estamos vivendo uma “era” onde as tecnologias reconfiguram os espaços. E o Ciberespaço, ou seja, o ambiente da rede, Lévy classifica como “o novo meio de comunicação que surge da interconexão mundial dos computadores. O termo especifica não apenas a infra-estrutura material da comunicação, mas também o universo oceânico de informações que ela abriga, assim como os seres humanos que navegam e alimentam esse universo.” (LÉVY, 1999: 17)
Hoje, podemos dizer que o computador começou a falar ao telefone com outros computadores (ou com outros telefones).

O que fazer na Internet?

Como diria André Lemos, na Internet, “Podemos fazer pequenas coisinhas”.

Que a Internet aproxima as coisas e pessoas, todos nós (internautas) já sabemos. Mas talvez não tivéssemos noção de quão grande seria o mundo virtual... opa! Virtual, não! O ciberespaço. Lembrem-se que o virtual é o eletrônico, ou seja, o oposto do atual. Virtual não é oposto de real. E o real já não é mais real, porque não existe mundo irreal. Existe, sim, ao invés de irreal, o instantâneo.

Essas pequenas coisinhas são associadas ao fato de podermos estar em um lugar, e em outro que não existe. Para uns, difícil essa mais “nova” teoria. Mas, para nós, usuários assíduos da Internet, nenhum bicho-papão.

Já não estamos mais “inertes” ou fissurados por cartas e cartas... e ansiosos com a chegada do carteiro. Já não precisamos mais ir à loja de CD’s ouvir o sucesso do nosso cantor preferido que estourou ontem na rádio de maior audiência na cidade; lembra daquele gatinho que conheci no último carnaval? Descobri seu perfil numa comunidade de relacionamentos e, fuçando suas fotos, lá estava a namorada de anos. Humm... Só de pensar que ele se declarou totalmente e prometeu voltar para ficarmos juntos...

Senti fome. Nada havia na geladeira. Conectei no site de um restaurante que fornece saladas deliciosas e, em menos de 45 min, já estava almoçando...

Já não consigo assistir a Banda Calypso pensando apenas na Joelma que atrai uma multidão pelas letras das suas músicas. Atualizo, agora, a idéia da banda – fenômeno - tecnobrega é independente nas suas gravações e diz “sim” à pirataria, quando vai às ruas distribuir o Cd lançamento e, ao mesmo tempo convida o seu público-alvo a ir aos shows. E, público, hoje, apresenta a idéia de opinião de público, onde o diálogo se daria num espaço público. Atualizou?

Isolados sim, desconectados nunca.

Temática amplamente abordada pelo André Lemos no módulo recém concluído é o tema desta reportagem "capturada" na web e que, com certeza, nos ajuda a consolidar os conhecimentos adquiridos e entender a diversidade existente, a quebra de paradigmas e rompimento de barreiras por esta fantástica tecnologia de comunicação, ainda, não disponível para todos.


“A internet nos ajuda a ficar mais isolados.” A frase pode parecer um tanto contraditória, já que, pela rede mundial, dá para ter contato com o planeta inteiro com poucos cliques no mouse. Mas, para o líder comunitário e escritor da aldeia indígena Krukutu, da tribo guarani, Olívio Jekupé, justamente por permitir resolver tudo a distância, a web “faz o bem” ao afastar os índios da “cultura branca”.

“Ir à cidade é prejudicial, principalmente às crianças. Não é bom ter contato com o povo lá fora. Temos de manter nossa tradição”, diz Jekupé. “Além disso, se formos enviar uma carta, e não um e-mail, por exemplo, temos de ir ao Correio. E o mais próximo fica a 30 quilômetros.”

Não, não estamos falando de uma aldeia nos confins da Amazônia. Os krukutus moram em plena cidade de São Paulo, mas bem afastados. Ficam na região de Parelheiros, a 55 quilômetros do centro. Para chegar lá, só por uma longa e apertada estradinha de terra, no meio de uma área de proteção ambiental.

Mas todo esse isolamento não quer dizer que eles estejam longe da tecnologia. Os habitantes da aldeiazinha, que tem 210 moradores em uma área de 70 hectares, possuem internet, celular, TV, DVD e até videogame.

“A tecnologia não atingiu só os brancos”, diz o vice-cacique, Sebastião Armandes, de 44 anos. “E isso não significa abandonar nossa cultura. Damos orientações, principalmente aos jovens, de que é importante manter as tradições passadas de geração para geração.”

Prova disso é a forma como os índios usam a web. Na praça principal, um prédio feito de madeira rústica e com telhado de palha abriga o Centro de Educação e Cultura Indígena (Ceci), onde há um telecentro. No local, mantido pela Prefeitura e inaugurado em 2004, há oito PCs , onde os usuários – na maioria, jovens – se comunicam por e-mail e MSN. Detalhe: na língua tupi-guarani.

CHAT EM TUPI
“Não falo bem o português”, diz o morador Karaí de Oliveira, de 23 anos. “E costumo conversar pela internet com amigos de outras aldeias e parentes distantes. Por isso, acho mais fácil escrever em tupi mesmo.”

Essa facilidade de contato com outros índios, inclusive, está permitindo que os krukutus se comuniquem com outras aldeias do País todo. Segundo o coordenador geral do Ceci, Marcos Tupã, de 37 anos, esse estreitamento na relação indígena ajuda na luta por direitos.

“Ainda são poucas as tribos com internet”, diz. “Mas, como as aldeias são em lugares afastados, a web permite conversar, por e-mail, com lideranças políticas sobre saúde, educação...”

Outro benefício que a rede trouxe foi o maior acesso à informação. O estudante Ivanildo da Silva, de 21 anos, por exemplo, usa a web em trabalhos escolares. “É muito mais fácil.”

Já a estudante Fátima Silva, de 16 anos, vê na web uma porta para o mundo. “Adoro pesquisar sobre animais, plantas e astronomia. Se não fosse a internet, nunca teria acesso. Nossa cultura não tem esse tipo de informação. E já sei bastante coisa. Por exemplo, você sabia que as estrelinhas do céu são planetas?”, pergunta ao repórter.

Há ainda quem, literalmente,tenha ganho o mundo com a internet. O escritor Olívio Jekupé, de 41 anos, foi parar na Itália por causa da rede mundial. “Uma editora de lá leu sobre mim na web e me convidou para publicar um livro”, diz ele, que acaba de voltar da Europa, onde lançou o livro Índio Grazie. “Tudo foi feito pela internet: mandei os textos, conversei com eles via Skype...”

Outra forma de comunicação digital que se dissemina na aldeia é o telefone celular. No local, há só dois telefones fixos: um no Ceci e outro, um orelhão, na administração dos krukutus, uma casa de concreto.

Por causa disso, a professora Francisca da Silva, de 26 anos, tem o seu celular. “O meu marido também. Quando levo meus filhos para o hospital, por exemplo, falo com ele rapidamente. E ele me liga também.”

O telefone de Francisca é até bem moderninho. Toca música e tudo. Por isso, ela sai andando pela aldeia com fones no ouvido. “Gosto de forró, das bandas Bonde do Forró e Calypso. Baixo da web e coloco no celular.”

O artesão Tupã de Oliveira, de 21 anos, é outro que não larga o celular. “Vou ao shopping na cidade para comprar roupas”, diz ele, que vestia bermuda, camiseta e boné de surfe. “Minha mãe se preocupa comigo e me liga quando saio da aldeia.”

Seja no telecentro ou nos dois consoles de videogame da aldeia, nas horas vagas, o que a garotada mais gosta é de ficar em tiroteios, corridas e lutas virtuais. No telecentro, Edson da Silva, de 14 anos, por exemplo, joga Street Fighter. Maurílio dos Santos, de 14 anos, futebol. E Mônica Vitorino, de 14 anos, se acaba no Super Mario.

Mas há quem prefira o console. O morador Nilson da Silva, de 27 anos, comprou há um mês um Playstation usado por R$ 400 para os irmãos e primos. Agora, sua casa, de madeira e com chão de terra, fica lotada de moleques, que passam o dia com os joysticks nas mãos.

O estudante Gilmar Rodrigues, de 13 anos, é um deles. “Adoro Street Fighter”, diz. “Antes, ia em uma lan house da cidade. Para chegar até lá, andava 30 minutos de bicicleta.”

O dono do console, Silva, nem se incomoda de não poder jogar, já que o videogame está sempre ocupado. “Deixa os meninos”, diz. “É a modernidade, o que os jovens gostam hoje. E os índios estão acompanhando isso. É bom. E pensar que antes usávamos velas de cera para iluminação porque nem energia elétrica tínhamos...”

PC Andrade

Saturday, June 9, 2007

AS NOVAS TECNOLOGIAS DE COMUNICAÇÃO

Os sites jornalísticos já estão habituados com as Novas Tecnologias de Comunicação e as potencialidades que cada ferramenta midiática pode trazer. A possibilidade de disseminar conhecimentos ilimitados, permitir a troca de informação concisa com outros usuários, interagir com pessoas de variadas culturas, refletir a respeito de assuntos que afligem a sociedade, tornam a internet um instrumento de comunicação cada vez mais popular e abrangente.

Neste contexto cibernético, o cidadão tem maior liberdade para buscar as informações, pois agora ele também pode emitir a notícia, participar do processo de construção da informação e de comunicação.
O antigo modelo de comunicação de massa não vai extinguir, afinal a cibercultura ainda é processo evolutivo gradativo, que pode excluir determinados indivíduos sem instrução, condições financeiras ou ainda aquelas pessoas que não posuem a ferramenta, ou seja, o computador para interagir nesta grande rede de informação, porém este último não é um forte condicionante, devido as "lan houses" e os "ciber cafés".
As Novas Tecnologias de Comunicação, a princípio, foram um processo de adaptação, pois o usuário ainda não detinha a conhecimento sobre a técnica em questão. Mas, no decorrer destes anos, se tornou um fenômeno prolífero e comum em todas as mídias eletrônicas.

Cibercultura

Cibercultura, a cultura contemporânea marcada pelas redes telemáticas, celulares e afins. Fruto de uma nova sociabilidade que surge a partir da década de 70 em sinergia com a tecnologia. Desde a primeira aula , André Lemos enfatizou os princípios da sociedade de Informação: a liberação da emissão em conectividade, gerando reconfiguração. Durante o módulo entendemos que estamos na era da comunicação pós-massiva, o que não significa uma substituição, mas um outro sistema que nos dá a possibilidade de quebrar a concentração de poder. Hoje, qualquer pessoa pode gerar conteúdo de alcance virtualmente planetário. Que o digam meus amigos do Japão, que acessam este blog. Aprendemos mais sobre público e opinião pública e vimos que o diálogo se dá em todas as direções com as novas mídias. Discutimos o fenômeno dos artistas que sobrevivem dos nichos, a teoria da longa cauda. Muitas empresas “antenadas” já estão no Second Life, afinal quanto mais se desterritorializa, maior a possibilidade de consumo.
Quebramos a cabeça para entender que a Informação é uma diferença que faz uma diferença (porque está sempre ligada a uma escolha) e que a comunicação é um processo de engajamento para sair de um fundo de isolamento.
Relembramos as quatro fases da história da informática. E vimos que o computador, criado para ser uma máquina de calcular, acabou se tornando uma máquina de comunicar (e com mobilidade, o CCm). Também concluímos que a idéia de sociedade de lazer caiu por terra porque, ao contrário das previsões, a tecnologia é cada vez mais demandante e na minha opinião, sedutora. Com a tecnologia podemos quebrar barreiras espaciais, fazer intercâmbio cultural sem provocar, necessariamente, a morte de uma cultura.
Sobre a realidade virtual, constatamos que temos a tendência de confundir virtual com irreal. O real é o processo contínuo de atualizar o virtual. No fundo virtual não tem nada a ver com informática, vide as comunidades virtuais formada pelas religiões.
Questionamos se a Internet, o maior exemplo de software livre, pode ser considerada mídia. Para André Lemos é uma incubadora de processos comunicativos. Através dos posts dos colegas soubemos dos novos lançamentos de produtos e serviços, das novidades na Internet, das iniciativas de inclusão digital e do jornalismo social.Este é apenas um pequeno apanhado (bem pequeno mesmo!) do que aprendemos e discutimos em sala de aula. Em apenas nove encontros ganhamos muito em conhecimento e discernimento. De minha parte posso dizer que hoje sou mais consciente na geração conteúdo e mais capaz de explorar as possibilidades do nosso espaço informacional.

Petição sobre o controle da Internet

Circula na Web uma petição que cobra maior transparência do Senado Federal no que tange o debate sobre projeto de lei proposto pelo Senador Eduardo Azeredo, que pretende classificar “crimes cibernéticos”, além de estabelecer regras criminais para controlar a rede mundial de computadores no Brasil.

O Brasil não possui regras específicas para tais crimes, que são julgados ainda de acordo com o Código Penal. O PL apresentado por Eduardo Azeredo é repleto de equívocos: perda de privacidade e da intimidade dos usuários da rede, os provedores seriam os dedos-duro, será mais difícil executar o P2P e compartilhar o conhecimento através da rede.

Veja aqui os comentários da FGV ao PL

A opinião da Safernet

Clique aqui e participe

RCTV via YouTube

E a crítica à Hugo Chávez continua via YouTube. Após perder a concessão pública, a RCTV opera agora via Web.

Eu consegui contar 40 vídeos inseridos pela rede no YouTube. É quase unânime a cobertura anti-Chávez, bem como no espaço destinado ao debate, a oposição utiliza para defenter suas teses e denunciar o o governo de Chávez, que classificam como uma “ditadura popular”.

Segundo reportagem da Folha de São Paulo “A afiliada da RCTV na Colômbia, TV Caracol, também concordou em transmitir uma edição noturna do “El Observador” por meio de seu sinal internacional, de acordo com a CNN”. A rede também está na tentativa de transmitir via cabo.

Dito isso, cabe dois comentários. Primeiro, o fato de Chávez não renovar a concessão revela o projeto hegemônico que tenta implementar na Venezuela. Em um artigo, Muniz Sodré sustenta que o nome do jogo em Caracas “é a imposição dos valores que enquadram os interesses da cidadania e concorrem para a direção moral e intelectual da sociedade. Em outros termos, é a dominação por consenso.”

Em outro trecho argumenta:

“A hegemonia buscada por Chávez passa pelo estabelecimento de uma mídia oficialista, cujo ponto de partida deu-se em dezembro passado. Até agora, desapareceram duas emissoras privadas na esfera do circuito aberto televisivo: a CMT e a RCTV. A primeira, sem grande importância, devido à sua cobertura limitada. A segunda, a mais antiga e a detentora da maior audiência nacional, dá lugar à fundação governamental Televisora Venezolana Social (TVes), que preconiza emissões de natureza educativa”

Já a RCTV, delicia-se com as possibilidades e características anárquicas da Web. Cada um colocar o que quer (respeitando algumas regras é claro) e quem procura acha. Porém, falta a rede e a grande parte da mídia mundial, entender que a Internet não é apenas um meio. Suas característica podem e devem gerar uma nova narrativa jornalística e novos padrões de produção e veiculação de conteúdo.

Do ponto de vista jurídico-administrativo, Chávez está repleto de razão, uma vez que compete ao Estado venezuelano a administração do espectro radioelétrico. Contudo, é uma decisão política objetivando dominar pelo consenso.

No dia 12 de junho, além do presente, preocupe-se com os crackers

Bom, dia 12 de junho é Dia dos Namorados não é verdade?! Dia de você estar ao lado da sua paquerinha, mais um dia especial para dizer que ama, trocar presentes, beijinhos e caricias.

Mas nem tudo são flores, chocolates e amores. É que os crackers aproveitam-se da data para invadirem os computadores através de e-mails de spam [uma mensagem eletrônica em massa, as vezes mascarada por anúncios publicitários] ou até mesmo em falsas promoções. Com isso, como nós já sabemos, o cracker invade o computador para o roubo de informações pessoais [senhas de e-mail, contas, arquivo de conversas, implantar vírus - spywares, entre outros].

“Eles usam artifícios como e-mails para anunciar falsas promoções de flores, perfumes entre outros presentes típicos da data. Ao clicar no link da oferta o internauta estará abrindo espaço para que o invasor se hospede em seu computador para futuramente roubar senhas e números de documentos como RG e CPF”, explicou Sérgio Leandro diretor da OS&T Informática.

O diretor, também, dá alguns conselhos de como agir no caso de e-mails suspeitos:

1. evite comprar em sites desconhecido;
2. jamais clique em links enviados por e-mail. Abra outra janela do Explorer e digite o endereço do site indicado no e-mail; [não que isso impeça a invasão, mas as vezes o link do e-mail vem com um spyware adicionado que não percebemos]
3. nunca forneça seus dados por e-mail, nem senhas.

Outras informações e a matéria completa [clique aqui: Crackers aproveitam Dia dos Namorados para aplicar golpes]

No Brasil a Inclusão Digital é muito precária

Inclusão Digital ou infoinclusão é a democratização do acesso às tecnologias da informação, de forma a permitir a inserção de todos na sociedade da informação. No Brasil infelizmente concebe-se em geral que há uma exclusão digital causada pela distribuição desigual do acesso, principalmente às redes de comunicação interativa mediadas por computadores ligados à internet. Custos altos, falta de infra-estrutura, ausência de capitação e de uma política definida para a inclusão digital, fazem com que os avanços tecnológicos não estejam disponíveis para toda população.
O atraso tecnológico nas escolas públicas, por exemplo, leva não só os alunos mas também os professores para o caminho da exclusão digital, visto que a distribuição desigual da tecnologia que acessa computadores conectados a internet, beneficia apenas um determinado número de pessoas. O Brasil precisa de prioridade na educação para fazer parte dos paises em que a inclusão digital faz parte do seu dia a dia, pois somente colocar um computador na mão das pessoas ou vendê-lo a um preço menor, não resolveria o problema da exclusão digital. É preciso ensina-lás a utilizá-lo em beneficio próprio e coletivo, assim seria resolvido à inclusão digital no país.

Que Internet é essa???

Diante da intensa censura identificada na Internet em países como a China, a Anistia Internacional (AI) resolveu entrar na guerra para defender o direito à informação. A organização criticou as empresas de informática que colaboram com as autoridades que querem "restringir o direito à liberdade de expressão e informação na rede", e acusou companhias internacionais como Google, Microsoft e Yahoo de serem “cúmplices” do problema. Para a AI, com o crescimento da censura, a Internet pode ficar "irreconhecível".

Quer saber mais? Confira abaixo notícia publicada no Estadão da última quinta-feira (dia 7).

Censura afeta natureza da Web, diz Anistia Internacional

SÃO PAULO - A organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional alertou que a censura contra a internet em países como Mianmar e China está tão intensa que pode tornar a Web "irreconhecível" nesses lugares.
A Anistia também acusa empresas como Google, Microsoft e Yahoo de serem complacentes com regimes autoritários e que reprimem a liberdade do usuário na internet.
Entre os países criticados pela entidade, além de Burma e China, estão outras 24 nações incluindo Azerbaijão, Bahrein, Etiópia, Índia, Irã, Marrocos e Arábia Saudita.

Software gratuito ajudará a prever epidemias no mundo

Reforçando a cultura do compartilhamento planetário de inteligência, a IBM anunciou ontem (dia 8) o lançamento de um software gratuito e de código aberto capaz de prever a propagação de doenças infecciosas no mundo: o Spatiotemporal Epidemiological Modeler (STEM). A empresa doará o software aos cientistas e autoridades da área de saúde de todo o mundo para ajudá-los a prever a propagação de doenças e a planejar como agir perante emergências. Os programadores poderão modificar o software, ajustando-o a doenças ou povoações determinadas.

O STEM funciona em qualquer sistema operacional, criando uma representação gráfica da doença a partir de parâmetros como população, dados geográficos, localização dos aeroportos ou rotas migratórias dos pássaros. Ele é um dos softwares que fazem parte da Global Pandemic Initiative, uma colaboração entre a IBM e 20 instituições de saúde de todo o mundo, e está disponível no endereço: www.eclipse.org/ohf/components/stem.


Mais informações: IBM faz software para prever propagação de infecções

Fique Sabendo!!

TV a cabo digital: a qualidade vale a pena?
Larissa Januário
WNews

O site WNews desta semana responde a pergunta do leitor Cláudio sobre a TV a cabo digital. Ele quer saber se ao contratar um serviço de TV a cabo digital obterá imagens perfeitas em aparelhos de Plasma ou LCD. Segundo o professor do Laboratório de Rádio e TV Digital da Universidade Mackenzie, Gunnar Bedicks Jr., as três principais operadoras de TV a cabo do Brasil (Net, TVA e Vivax) adotaram o padrão de TV Digital europeu, DVD-C (digital vídeo broadcasting – Cabo). “Esse padrão é stander definition, ou seja, não é de alta definição, suporta no máximo 480 linhas, o que significa que tem uma qualidade comparada a DVD atual”, explica.
Por isso, se o assinante de TV a cabo digital comprar uma TV de plasma ou LCD e conectá-la ao provedor, ele terá uma imagem pior que a de um aparelho analógico. “Isso acontece porque tanto o plasma, quanto o LCD foram desenvolvidos para trabalhar num formato de alta definição”, justifica o especialista.
Além disso, os serviços de TV a cabo digital disponíveis atualmente no mercado nacional têm conteúdo produzido em 4x3, assim como na TV analógica. Já as TVs de Plasma e LCD têm formato 16x9, especifica Bedicks. “Se você joga um conteúdo 4x3 em uma TV preparada para 16x9 terá distorção e desproporção de imagem”, completa.
A dica do professor é continuar com a TV analógica até que as operadoras de TV a cabo passem a produzir conteúdo em alta definição . “Quando a TV aberta começar a transmitir em alta definição, as operadoras de TV a cabo não estarão preparadas para transmitir com a mesma qualidade. Logo, a imagem da aberta será superior a do cabo”, finaliza.

Crianças Cibernéticas

Com tanta informação e habilidade para fazer várias coisas ao mesmo tempo, os adolescentes da era digital vão se transformando em adultos mais bem preparados para o futuro, ou correm o risco de se tornarem superficiais?

Hoje em dia a diversão das crianças é a internet. Elas ficam horas conectadas na internet, nos jogos eletrônicos e vídeo game. São horas e horas no mundo digital. Na verdade as crianças participam mais no mundo virtual do que no mundo real. Elas se tornam mais comunicativas pelo computador do que pessoalmente. A maioria deixa de praticar esporte ou brincar com colegas para ficar o tempo todo no computador.

Na minha opinião, as crianças que vivem mais tempo no mundo virtual tem muita informação, mas pouco conhecimento. Na internet as informações já são criadas, os dados e fatos estão prontos, por isso elas não sabem explicar um raciocínio, além de ter contato com pessoas que têm uma cultura mais elevada do que a delas.

Usar a tecnologia com mais qualidade do que quantidade. Nem computador de menos, nem computador demais! Essa parece ser a melhor forma de lidar com esse mundo digital.

O advento da era digital

O advento de um novo ambiente comunicacional, multimidíatico, está alterando um modelo que por muito tempo orientou os meios de comunicação.

O desenvolvimento da tecnologia de transmissão digital de dados via redes de computadores opera uma modificação no modelo de comunicação vigente: a audiência, além de ter acesso a um maior numero de informações nas redes de comunicação.

Embora essa transformação no modelo comunicacional esteja no início e as pessoas ainda tenham uma relação pouco interativa com o meio digital, as mídias tradicionais já perceberam que estão diante de um quadro novo e que é preciso investir em novas tecnologias para acompanhar o ritmo da mudança. Hoje, as mais importantes companhias jornalísticas no mundo possuem websites com versões digitais de seus principais produtos editoriais e a tendência é que estas empresas ampliem seus investimentos no setor de mídias interativas.

A entrada de jornais e revistas na internet inaugura um novo veículo de comunicação que reúne características de todas as outras mídias e que tem como suporte as redes mundiais de computadores. O jornalismo digital representa uma revolução no modelo de produção e distribuição das notícias. O papel vai cedendo lugar a impulsos eletrônicos que podem viajar a grandes velocidades pelas auto-estradas da informação.

Estes impulsos eletrônicos podem ser atualizados instantaneamente na tela do computador na forma de textos, gráficos, imagens, áudio e vídeo; recursos multimídia que estão ampliando as possibilidades da mídia impressa.

INOVAÇÃO

A edição de maio/2007 da revista Época trouxe o tema Inovação com inúmeras matérias sobre o avanço das tecnologias digitais. Um dos assuntos abordados é sobre a Nova era da Convergência, assunto que ouvimos muito nas aulas de Cibercultura.

Leia a matéria na íntegra:

De Época


A NOVA ERA DA CONVERGÊNCIA

Todas as formas de comunicação digital falam hoje a mesma língua: o protocolo da internet ou IP (Internet Protocol). No jargão dos especialistas, o mundo se transformou numa plataforma IP. Isso permite uma mistura de aparelhos inovadora. É o que o Inglês Mark Selby, vice-presidente de Mídia, música e multimídia da nokia, chama de era a simples união de aparelhos: celulares com máquina fotográfica etc.“Na nova convergência, o que conta são as experiências do usuário” diz Selby. Um exemplo: Ogps acoplado ao celular, que permite encontrar alguém a qualquer hora. Outro:experimentar um carro pelo computador,em um ambiente virtual como o Second life.
A grande vedete dessa nova convergência,assim como na velha, parece ser o celular. Até aqui, a maioria esmagadora dos celulares só se comunica pelas bandas de frequênciadas licenciadas, como 800ou900 megahertz (MHz), ou 1,8 ou 1,9 gigahertz (GHz). Nos últimos anos, surgiram formas novas de acesso, a começar pela rede bluetooth, de curta distancia, que opera em 2,4 GHz ELA permite a interligação de celulares a acessórios, sem fio, ou a aparelhos eletrônicos domésticos. Mais recentemente, viéramos rede wi-fi com alcance de até 150ou200 metros, permitindo o acesso de celulares e de computadores à web, em velocidades muito mais elevadas. No Brasil, a maioria dos aeroportos e shopping ceters já conta com seus pontos de acesso. O salto seguinte foi o wi-max, que oferece conexões de alta velocidade num raio de até 5 quilômetros. A próxima integração é do celular com todas as demais redes de acesso. De um lado, a integração entre telefonia móvel. De outro, a integração do celular com as redes wi-fi, wi-max e, finalmente,com as transmissões abertas de TV digital. Essa é o sentido do celular de quarta geração (4G). A grande exigência para a decolagem da 4G será a disponibilidade cada dia mais ampla de banda larga.
Um precursor nesse caminho é o iphone, apresentado em abril pela apple. O iphone associa mobilidade, ampla variedade de recursos, flexibilidade e conforto. Os concorrentes já estão se movendo. A Microsoft lançou o concorrente Zuna, um celular sem teclado, com tela gigante sensível ao toque dos dedos, câmera digital de 2 megapixels, memória para armazenar até 8 gigabytes de música, foto ou vídeo, com acesso à internet e capacidade para enviar e receber e-mails.
O iphone é p primeiro multifuncional que utiliza uma tela ampla, sensível ao toque dos dedos, para acionar todos os comandos. É a tecnologia multitoques que “funciona como mágica”, nas palavras de Steve Jobs, fundador do Apple. Essa tecnologia deverá se transformar em padrão para a maioria dos celulares, MP3-players e minicomputadores. Em lugar de teclados minúsculos, passaremos a tocar a tela. Será, literalmente, um mundo inteiramente novo sob nossos dedos.

Overmundo e Diogo Mainardi: tudo a ver

Os sistemas de publicação colaborativa, onde os usuários exercem o papel de gatewatchers e, em última instância, editores das notícias, parecem mesmo o caminho do chamado jornalismo cidadão. Os sites cuja a hierarquização do conteúdo é definida por parâmetros de aprovação dos leitores geralmente são brindados como o apogeu na produção de conteúdo livre, tanto pela liberdade de reprodução como pelo estímulo ao livre-pensar, abrindo espaço para o contraditório, longe dos grilhões da censura. Os precursores como Slashdot, Digg estabeleceram a idéia de que a regulação do noticiário deve ser feita pelos usuários, convidando-os a participar mais do que audiência passiva, até chegar ao nível de mediadores.

No Brasil, o Overmundo é inspirado nestes modelos e passa a ser celebrado pela forma democrática de publicação e de participação. Os overpontos, que determinam a reputação dos usuários e de suas colaborações, são os sufrágios para idéias, ideologias, textos e obras artísticas. Os overpontos representam a gradação entre aprovação ou rejeição, estímulo ou descaso ao que está sendo lido. Apesar de estar num suporte mais instantâneo, em intrincados códigos de cruzamento entre tempo de publicação e número de votos, os overpontos já existem fora da sociedade de informação. O que dizer de um milhão de exemplares da revista Veja impressos semanalmente? São respostas para a interação do público. O número de assinantes de Veja, a quantidade de cartas que chegam semanalmente à redação, são os overpontos pré-históricos.

Escrever isso não é uma forma de diminuir o premiado projeto Overmundo. É a maneira de dizer que, por mais que pareçam inovadoras, as iniciativas da internet são apropriações de demandas antigas, emuladas para o novo suporte da multimídia, da metamáquina. O overponto é a atualização do virtual desejo de bater palmas para a atriz, de pedir bis a um violonista ou simplesmente dizer para o polemista no mesmo instante em que se termina o texto: “velho, você escreve bem pra caramba”.

É saudável odiar Diogo Mainardi, é de bom tom condenar suas raivosas, tortas e sectárias diatribes em uma roda de amigos universitários de classe média. Mesmo assim, ele continua como campeão de cartas da Veja, críticas ou, raramente, positivas. Certamente, odiado ou não, Diogo Mainardi permaneceria por muito tempo no topo das listas do Overmundo. Porque seria justamente uma forma de transformar em ação o imediato sentimento, de asco ou de admiração, que uma crônica sua suscita.

Wireless como mudança de hábito


Sem uma política específica para universalização do acesso sem fio, como em Belo Horizonte, há em Salvador a tímida ebulição do desplugamento, como se fosse uma tendência levada em banho-maria. Cada vez mais pontos se revelam como facilitadores, o que reconfigura a relação do habitante com a urbe. Alguns estão oficialmente etiquetados como “fornecedores de acesso” sem fio, com aquelas placas Wi Fi em fundo preto que fazem a alegria dos donos de laptops. São praças de alimentação dos shoppings, ou saguões largos do aeroporto, alguns restaurantes, certos cafés adoçados com o requinte.

Mas há também os pontos descobertos casualmente, como se fossem prêmios de uma gincana digital para encontrar pistas de conexões. Enquanto o grupo de pesquisa de André Lemos não desenha esse atlas do acesso universalizado – produzindo um guia soteropolitano da comunicação em mobilidade –, as descobertas são feitas como se tateássemos no escuro atrás do interruptor. Mesmo assim, Salvador parece mais coberta pelo edredom invisível do wireless, sem precisar de iniciativas oficiais para fomentar isso.

O estacionamento do campus de Ondina da Ufba é dos meus preferidos trampolins para a infovia. Perto das agências do Banco Real e do Banco do Brasil, pelo menos três redes configuradas para acesso aberto podem ser regularmente encontradas. Naquele local, todas apresentam nível de sinal muito baixo porque existem para atender aos ocupantes dos anexos vizinhos e não ao bisbilhoteiro que pára o carro nas redondezas.

Isso remete a outra discussão em sala de aula que é o movimento internacional para que cada vez mais empresas liberem suas conexões wireless fora dos limites de suas sedes, além dos muros das corporações, beneficiando o usuário comum, o transeunte fisgado pelo anzol do ciberespaço. No Brasil, o projeto Cidades Digitais começa a sair do papel.

Na própria empresa onde trabalho, a rede dos terminais comuns, conectada pelos fios azuis, apresenta restrições de acesso a alguns domínios. Já a rede sem fio, que não é divulgada e foi detectada silenciosamente pelo laptop, não impõe os mesmos limites. Há, portanto, uma diferença de possibilidades: a casta wireless tem horizontes mais amplos do que a “massa desktop”.

Dotar uma cidade de dispositivos para conexão irrestrita é também modificar radicalmente o conceito de território. E isso sem precisar construir prédios, pavimentar novas avenidas, compor canteiros de obras, abrir licitação para empreiteiras. Meu escritório pode ser no banco da praça, em última análise, posso ter o sinal verde para um negócio durante o intervalo em que o semáforo da avenida está fechado. Eu me aproprio de ambientes que não seriam comuns a minha experiência. É também uma questão de dominar novas funções para velhos locais e, já que é uma forma de domínio, também configura mais liberdade.

CD pirata tem suas vantagens no preço



Existindo há séculos e evoluindo com o tempo, a pirataria que antes era feita através de saques e comercialização de produtos no mar e na terra, hoje é feita através dos computadores. No Brasil o principal alvo da pirataria é o CD musical, basta adquirir uma mídia virgem, que custa no máximo um Real e um gravador de CD e é assim que milhares de CDs são vendidos pelos camelôs nas ruas, tendo o preço baixo como maior atrativo para os consumidores, pois em qualquer esquina de qualquer cidade um CD pirata custa entre 3 reais e 7 reais, em que um CD comprado em loja está por 25 reais, em média.
Enquanto as gravadoras não reduzem os preços dos seus CDs fabricados, os camelôs continuam pirateando e vendendo seus produtos, reproduzindo até mesmo a advertência impressa na capa original, que diz. "Esse álbum contém tecnologia que inibi cópias pessoais digitais. A tecnologia inserida não comprometerá sua execução na maioria dos equipamentos reprodutores, bem como na maioria dos computadores pessoais. Denuncie pirataria."

O Chefe Sabe Tudo Sobre Sua Vida

Com métodos às vezes ilegais, empresas aumentam o controle sobre a vida dos empregados. João tem problemas conjugais, Maria está com uma doença grave, José se excede na bebida. Informações íntimas, pessoais, há muito tempo deixaram de servir apenas para alimentar as fofocas e os comentários entre colegas de escritório. Ao redor do mundo e no Brasil, de forma legal e ilegal, grandes companhias estão transformando em praxe investigar e monitorar a vida dos seus funcionários. Os casos mais comuns são o controle de acesso à internet e ao correio eletrônico. Mas a invasão das companhias vai mais além. A Justiça está cheia de processos que investigam denúncias de quebra de sigilo bancário e fiscal, levantamento da vida pregressa, hábitos e condições de saúde.
O monitoramento de funcionários pode ser feito com softwares encontrados nas boas casas do ramo. A lista é enorme: SurfControl, Websense, MIMEsweeper, entre outros. Já o programa de espionagem do FBI, a polícia federal americana, o Carnivore, transcende seus pares, pois espreita de maneira avassaladora qualquer esfera da sociedade.
Saiba Mais!

Direito Autoral e Creative Commons para Crianças

O Mingau Digital é um site educativo e de entretenimento voltado a crianças entre 6 e 10 anos de idade. Recentemente todo o conteúdo do site foi licenciado sob uma licença Atribuição - Uso Não Comercial - Não a Obras Derivadas do Creative Commons e pode ser livremente copiado e distribuído. O coordenador do CTS/FGV e Diretor do projeto Creative Commons Brasil, Ronaldo Lemos, deu uma entrevista ao site explicando de forma muito simples como funciona o direito autoral e qual a importância do Creative Commons para a produção de cultura e conhecimento. Vale a pena conferir.

SmS Sugar Man: o futuro está aqui

Pegue 2 celulares, alguns atores, uma pitada de atuação improvisada e o que teremos? Eu aposto que muitas pessoas chegaram à resposta: um filme!Aryan Kaganof (conhecido como Ian Kerkhof), um cineasta sul-africano com garra e genialidade, criou um filme usando 2 Sony Ericcsson W900i, um celular com câmera embutida de alta tecnologia. O filme (que foi testado quanto a qualidade numa película de 35mm recebeu o veredicto: perfeito) foi intitulado de SMS Sugar Man.
Este filme também causará um colapso na distribuição comum do Windows e estará disponível em maio deste ano por meio de uma larga variedade de plataformas de media como o DVD, internet, celulares, TV e cinema. Nesse sentido os produtores O filme cria um efeito encorajador, onde países em desenvolvimento pegam tecnologia e adaptam-na em novas formas para que se adeque às suas necessidades e assim poderem se destacar no mundo desenvolvido. O DV8, os produtores do filme, acreditam que ele será um sucesso no país onde a operadora-líder em celulares, Vodacom, recentemente anunciou o live mobile TV.Quando a Sony Ericcsson W900i celulares se tornar disponível no Mercado da África do Sul em poucos meses, adivinha com o quê ele virá? Um trailer do SMS Sugar Man, é claro!

Brasil: TV digital sem restrições tecnológicas

O Comitê de Desenvolvimento da TV Digital, vinculado à Presidência da República, aprovou as principais normas que atendem ao Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre (SBTVD).
Apesar das pressões de organizações radiodifusoras, os nove ministros que compõem o comitê vetaram a instalação nas caixas conversoras de um bloqueador (tipo de restrição tecnológica) que impediria a reprodução de programas nos aparelhos. As emissoras de televisão alegam que isso facilitaria a pirataria, já que os telespectadores poderiam gravar e comercializar os programas.
O bloqueador vetado pelo Comitê é um dos tipos de restrição tecnológica que proíbem a reprodução e cópia para uso pessoal de conteúdos legitimamente adquiridos, prejudicando assim o consumidor e restringindo o acesso ao conhecimento.
O governo anunciou para o dia 3 de dezembro o início das transmissões da TV digital em São Paulo, e até 31 de dezembro de 2009 para todas as capitais brasileiras. A tecnologia está prevista para chegar a todos os municípios do país em menos de dez anos.

Amizades “fingidas” pela internet

Na aula de André no último dia 06, foi discutido um assunto interessante que está presente na maioria dos internautas, a relação online. Nessa relação a amizade, nem sempre podem obter os resultados desejados, as pessoas conectadas à internet podem exagerar ou inventar boas qualidades e minimizar ou ocultar seus defeitos.
A internet se torna uma fuga, onde a amizade é assegurada enquanto que as diferenças de caráter ou as dificuldades interpessoais são escondidas pelo anonimato e pela cumplicidade recíproca. É muito melhor as pessoas falarem cara a cara do que por escrita, via Internet perde- se muitas emoções que ficariam visíveis numa conversa frente a frente com outras pessoas e que como é lógico não transparecem numa conversa por uma sala de conversação.

Relacionamento nas Comunidades Virtuais

Estava pensando sobre o "nick". Ele sugere o anonimato ou a identificação?
Para entrar em um chat o usuário precisa escolher um "nick". Esse nick (que na verdade é um apelido, ou seja, nickname) é necessário para identificar quem vai enviar certas mensagens. Só que mesmo com essa identificação, qualquer pessoa pode estar anônima sob o "nick". Como provar que alguém com o "nick" Xuxa, possa mesmo ser a rainha dos baixinhos? A aparência física não está no primeiro plano do mundo virtual, e o "nick" pode ser tão fugaz quanto à personalidade do seu dono. Por exemplo, se alguém quer entrar numa sala de desenho animado, pode ser o personagem "Son Goku". Mas esta mesma pessoa pode enjoar do conteúdo dessa sala, querendo um outro tipo de emoção. Ela pode então partir para uma sala com conteúdo pornográfico, e virar um "Don Juan" ou um "Amante Carinhoso". Pode se trocar de "nick" mais facilmente do que se troca de roupa ou de identidade. Numa mesma conexão qualquer um pode ser quantos personagens quiser.

familia.com

Convivo muito pouco com minha família paterna. Nunca estive no mesmo espaço físico que meus dois primos portugueses e a última vez que vi meus outros três primos por parte de pai foi há dez anos, na cidade onde moram, no interior de São Paulo. Porém, diferentemente do imaginário de alguns de que a internet cria o pior dos mundos, aquele dos indivíduos solitários, desconectados do espaço físico e do convívio com o outro, posso dizer que as novas relações sociais possibilitadas no ciberespaço fazem com que, através de ferramentas como e-mail, Skype e MSN, eu possa ser amiga de Leonardo, Danilo, Lucas, Lívia e Letícia.

Se ainda dependêssemos exclusivamente das cartas ou telefone para nos comunicarmos, dificilmente eu teria uma aproximação com Leonardo, 10 anos, e Danilo, sete anos. Eles vivem em Viana do Castelo, em Portugal. O custo da ligação internacional afastaria um contato contínuo. E a comunicação através de cartas só seria mais plena nos últimos anos, quando eles aprenderam a ler. E mesmo assim, a demora no processo emissão-recepção não tornaria a conversa à distância tão atraente.

Nas conversas via MSN com os outros primos de Pirassununga-SP, posso dar conselhos sobre escolha de qual vestibular prestar, bater papo sobre crises da adolescência pelas quais eles estão passando e uma série de outros assuntos descompromissados.

O fato de nos relacionarmos dessas novas formas não significa que não queiramos nos ver face-a-face, estar juntos. Assim que a grana melhorar pretendo ir a Portugal e conhecer de perto as crianças. Como Pirassununga é lugar um tanto chato, sem nada para fazer, insisto com minha tia para mandar os meninos para uma temporada em Salvador. As formas de comunicar não são excludentes. Pelo contrário. Através das novas tecnologias, podemos solidificar relações. E certamente quando chegar o dia do contato ao vivo, não seremos estranhos desconfortáveis com a situação, e sim velhos amigos aproveitando uma tarde de sol – em Salvador, em Viana do Castelo ou até mesmo na sem graça Pirassununga.

Monitoramento eletrônico

Na última aula, o professor André Lemos falou de muitos instrumentos tecnológicos usados no mundo virtual e a evolução de outros que colaboram para vivermos com maior segurança ou comodidade. Citou, por exemplo, a criação do monitoramento eletrônico. Através desse equipamento as autoridades judiciais podem acompanhar os passos do infrator evitando sua fuga. Em cima dessa questão, os jornais impressos e on-line deram espaço sobre a prisão da socialite Paris Hilton, pela Justiça de Los Angeles. O motivo da prisão se deu em virtude da jovem milionária ter sido encontrada embriagada ao volante. Ela estava cumprindo a pena de 40 dias em casa monitorada por um chip. Ontem, o Juiz ordenou seu retorno ao presídio feminino. É , o mundo manual é coisa do passado. Como disse o nosso colega de sala Flavio: " Estamos na era digital".

Renê Vilela

Acesso sem fio à internet nos aeroportos


O sonho de comunicar-se qualquer hora e em qualquer lugar parece estar cada vez mais próximo da nossa realidade, muitas pessoas já usufruem em alguns ambientes, como bares, restaurantes, hotéis, cibercafés e aeroportos o avanço da internet sem fio. Para o usuário ter acesso à rede, basta que esteja munido de um computador com o recurso incorporado ou que tenha um adaptador para receber o sinal da internet sem fio transmitido por uma antena.
Nos aeroportos, por exemplo, os hotspots estão sempre próximos aos portões de embarque e desembarque e nas praças de alimentação, algumas salas VIP também tem áreas de acesso, ficando mais fácil viajar a negócios ou lazer, podendo se conectar a internet nos aeroportos a partir de seu próprio notebook ou PDA (computador de mão), sem a necessidade de fios ou cabos.

AVATARES

O termo avatara significa, dentro da literatura hindu, descendente, especialmente de um deus do céu ou da terra. Pode ser também compreendido como uma encarnação, e é distinta de uma emanação divina, sendo ambas associadas com Visnu ou Siva, deuses da religião hindu. "O conceito de avatara é provavelmente um desenvolvimento do mito antigo de que, através do poder criador de Maya, um deus poderia assumir qualquer forma..." (VESNA, 2000)
O avatar é, portanto, um viajante de mundos, alguém que pode viver em várias realidades. Daí vem o termo utilizado para definir os usuários em ambientes de chat gráficos. Isso porque estes softwares permitem que vários "mundos virtuais" diferentes, com propostas e interfaces diferentes, sejam criados. O usuário pode então, através de seu avatar, viajar entre eles, vivendo em várias realidades diferenciadas. Para alguns autores, o termo designa uma "identidade assumida no ciberespaço".
O avatar é composto de dois elementos: um elemento referente ao software ( o corpo gráfico criado ou utilizado pelo usuário para representá-lo no ambiente de conversação virtual) e um elemento humano (o próprio usuário que interage através do corpo gráfico). No avatar tem-se, assim, um complexo conjunto de nuances humanas e maquínicas, que representam uma identidade virtual, que pode ou não ser assumida. Essa identidade assumida só o é na medida em que o usuário conectar-se num mesmo ambiente com uma mesma representação, e que seja reconhecido pelos demais usuários. Notícia relacionada:
O jornal O Estado de S. Paulo está contratando pessoas para atuar dentro do metaverso do game Second Life Brasil. São duas vagas para um jornalista e um estagiário que trabalhará no atendimento a avatares de outros jogadores dentro do game 3D criado pela empresa norte-americana Linden Lab.
Inicialmente, são duas vagas: uma para um repórter que irá produzir e editar o MetaNews, o jornal oficial do Second Life Brasil. A vaga é para um profissional formado, que já tem o registro de jornalista no Ministério do Trabalho (MTB). Como o SL é povoado por pessoas de todo o mundo, o domínio de idiomas é desejável.
É essencial que o candidato goste de tecnologia e que tem alguma familiaridade com games e com o universo virtual. Já a segunda posição é para um estagiário da área de relações públicas, que curse no período noturno. Candidatos à posição também devem gostar de games e tecnologia e ter traquejo no relacionamento com pessoas reais (ou virtuais), já que estarão atuando junto ao público que freqüenta o ambiente do Second Life Brasil.

PC Andrade

Relações Sociais via Internet

Em seu início, a internet, era apenas um instrumento de entretenimento, de pesquisa e de comunicação de massa. Via portais e homepages, era possível ouvir música, ler notícias e pesquisar informações das mais variadas. A interação entre usuários era obtida através dos diversos sites de bate-papo.

Evoluindo constantemente, tornou-se uma extensão do mundo e possibilita que nos expressemos e, ao derrubar as barreiras do distanciamento entre as pessoas, tenhamos uma nova plataforma de interação rompendo os paradigmas das relações sociais que adquire uma dimensão virtual ilimitada.
Se no passado o playground do mundo eram as calçadas, parques e ruas onde brincávamos, atualmente o playground do mundo é a web. Nele adolescentes(e também adultos)de diversas regiões do planeta interagem, através de fotos, mensagens e vídeos, de forma multifacetária via orkut, msn, blogs e jogos online sem nunca terem conversado pessoalmente(o que, em muitos casos, efetivamente nem irá acontecer) sobre questões emocionais, acadêmicas, político-partidárias, pessoais, profissionais e etc.

Dessa forma, as comunidades virtuais são uma conseqüência desse novo paradigma e da natural disposição humana para interagir em sociedade, aproveitando as pontes e atalhos, criadas pela internet, unindo povos de diferentes raças, credos e crenças.
Não surpreende que hoje estejamos vivendo essa revolução, nem que ela se manifeste de forma tão intensa. No Brasil, considerando nossa cordialidade e formação latina, é natural que esse fenômeno seja facilmente expandido e utilizado tão intensamente ainda que existam sérias diferenças regionais que impedem, de fato, a inclusão digital. Dado esses descontos, é admirável ver a engenhosidade humana e suas tecnologias possibilitar que a beleza das relações humanas se amplie em dimensões jamais imaginadas 20 ou 30 anos atrás.

PC Andrade