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Saturday, June 9, 2007

Petição sobre o controle da Internet

Circula na Web uma petição que cobra maior transparência do Senado Federal no que tange o debate sobre projeto de lei proposto pelo Senador Eduardo Azeredo, que pretende classificar “crimes cibernéticos”, além de estabelecer regras criminais para controlar a rede mundial de computadores no Brasil.

O Brasil não possui regras específicas para tais crimes, que são julgados ainda de acordo com o Código Penal. O PL apresentado por Eduardo Azeredo é repleto de equívocos: perda de privacidade e da intimidade dos usuários da rede, os provedores seriam os dedos-duro, será mais difícil executar o P2P e compartilhar o conhecimento através da rede.

Veja aqui os comentários da FGV ao PL

A opinião da Safernet

Clique aqui e participe

Wednesday, June 6, 2007

A internet que "ajuda" a perder... ajuda a localizar.

As últimas discussões da aula do dia 05, giraram em torno da "confiabilidade da internet" para o desenvolvimento de relações.

André Lemos citou que muitos autores defendem ser perigoso se relacionar com pessoas "virtualmente", porque isso levaria a uma desconexão do "real". Existe o "mito" de que o cara-a-cara é mais seguro. Usando o trabalho do autor Ervin Goffman, com o seu livro A Representação do Eu na Vida Cotidiana, Lemos explicou que a vida cotidiana é teatral, pois representamos diferentes papéis dependendo de cada contexto (sou filha, aluna, jornalista, amiga, namorada, etc).

O relacionamento mediado pele internet traria a mesma confusão de interpretações como na vida "real". Afinal de contas, a comunicação é improvável. Lemos destacou que precisamos desconstruir a idéia de que o perigo está no ciberespaço - ele está em todos os lugares.

A mídia nos bombardeia, quase que diariamente, com informações de crimes sendo potencializados pela rede. São sequestros, assassinatos, crimes de pedofilia, difamação, entre outros. Já lí textos que massacravam os chats e orkut pois eles estariam "aumentando" os números de desaparecidos. A matéria publicada no caderno Digital do Jornal A Tarde destaca o uso da rede justamente para o inverso - ajudar a localizar pessoas desaparecidas.

Leia a primeira parte do texto abaixo:

Internet facilita encontro de pessoas desaparecidas

RODRIGO VILAS BÔAS
rvilasboas@grupoatarde.com.br

Procurar pessoas desaparecidas é uma tarefa incessante. Reencontrar aqueles que “sumiram do mapa” é algo deveras extraordinário.Mas nem sempre as histórias têm um final feliz. Em alguns casos, a descoberta do paradeiro de um parente ou amigo resulta em tempo perdido. Graças à internet, hoje, a procura é ágil e eficiente.

A rede é uma importante aliada daqueles que estão à procura de um ente querido. Não se pode negar a sua importância nem tampouco dispensar o seu uso.Aliás, ela tem proporcionado com mais rapidez o reencontro.

Não fosse a internet, Marizete Maia Gomes, 63 anos, não teria conhecido o seu irmão caçula, Lourival Maia Brasil, 59. Eles se separaram quando ela tinha 4 anos e ele apenas 1 ano. “Foi a maior alegria achar meu irmão”, comemora a aposentada, que tem cinco filhos, 11 netos e viúva há 20 anos.

Seu Lourival, atualmente desempregado, tem um casal de filhos e mora no bairro da Boca do Rio, em Salvador. “Gostei de conhecer a minha irmã. Não imaginava onde ela estava e nem se estava viva”, disse.

A internet uniu os dois irmãos separados pelo destino. A donade-casa vive hoje em Guarulhos (São Paulo). A procura pelo irmão foi motivada por ela, que descobriu o “detetive dos desaparecidos” ao assistir a um programa de televisão. “Foi só escrever uma carta para ele que deu tudo certo”, conta.

O “detetive dos desaparecidos” trata-se de Walter Peceniski, 41 anos, que apresenta um quadro no Domingo Legal, do SBT, em que promove reencontros de pessoas que não se viam há muito tempo.

Peceniski ajuda pessoas a reencontrarem um parente ou amigo através do site http://www.genteprocurandogente/.com.br. A iniciativa surgiu pelo fato de ele ter se separado separado da filha Liat e conseguido reencontrála. No endereço eletrônico, é preciso fazer um cadastro e pagar R$ 25. O caso é publicado no site em até cinco dias úteis após a confirmação do pagamento da taxa de adesão. Até hoje, 700 mil casos já foram cadastrados.

Uma pesquisa feita na internet por Peceniski também permitiu que Marivaldo Maia Souza, 40 anos, o Mário, descobrisse o paradeiro de seu pai, José Milton de Santana, 74 anos, que mora em Elísio Medrado, município baiano.

Eles ainda não se encontraram pessoalmente, mas mantiveram contato pela primeira vez por telefone em 10 de maio, data do aniversário de Mário. “Sabia apenas que minha mãe tinha ficado grávida dele quando morava na Bahia. Ele não teria assumido a paternidade, apesar de ser filho de fazendeiro na época”, relata Mário, filho de dona Marizete, a viúva que encontrou o irmão caçula.

Friday, June 1, 2007

La otra Campaña - El Ejército Zapatista de Liberación Nacional


O Exército Zapatista de Libertação Nacional - EZLN é um ótimo exemplo de como as inovações tecnológicas remixam a cultura de quaisquer povos. Este grupo revolucionário da região montanhosa de Chiapas no México e que combate a exploração de seu povo pelos Estados Unidos, há cerca de 13 anos não dispara uma única bala. Sua arma: A mídia, principalmente a internet.

Os zapatistas, que têm como base a revolução liderada por Emiliano Zapata, estão reconfigurando a forma de fazer política. Mostram-se preocupados e midiatilizar as suas ações, mas num contexto diferente do terrorismo. Não usam aquela política de que sem mídia não há terrorismo. A ideologia deles está mais para reconfiguração sócio-cultural através da conexão e produção.

Outro ponto interessante é que a reconfiguração está acontecendo dentro do próprio movimento zapatista, que acabou por mudar o seu objetivo final, da defesa dos povos indígenas do México. Agora com a capacidade produtiva ampliada, o exército atinge a toda uma camada de pessoas descontentes com as políticas públicas do país centro-americano.

Decorrente disto, surgiram as Frentes Zapatistas de Libertação Nacional - FZLN, compostas por integrantes da sociedade civil. A Frente Zapatista e o Exército, juntos, publicaram a Sexta Declaração da Selva de Lacandona - um enorme documento, que dividido em três partes, resulta de consultas públicas aos integrantes da sociedade civil e das comunidades indígenas.

A revolução cibernética dos zapatistas mostra que é possível uma revolução pacífica obter resultados positivos. Sem armas, eles vão ganhando cada vez mais adeptos e voltando os olhos da mídia internacional para um lugar e causa que nunca tiveram muito destaque: o México e a batalha do povo indígena daquele país.

No livro Zapatistas - A Velocidade do Sonho, os autores, o escritor Márcio Brige, o jornalista Pedro Ortiz e o fotógrafo Rogério Ferrari, mostram a apropriação das novas tecnologias de comunicação pelos revolucionários e como isto vem reformulando a realidade sócio-política no México. "Zapatistas – a velocidade do sonho (Thesaurus/EntreLivros, 2006, 230p.)".

Wednesday, May 23, 2007

RSS o quê?

O Really Simple Syndication, popularmente conhecido como RSS, representa um novo formato de distribuição de conteúdo que promete alterar a forma de informação. O RSS foi um dos temas abordados na aula de segunda-feira (21/05) que me remeteram às aulas de Suzana Barbosa na disciplina de Jornalismo Online em que foi caracterizado como uma maneira de distribuir informação por meio da Internet.

Graças a esse avanço tecnológico os usuários e leitores na internet não precisam mais agir como "pauteiros" todas as manhãs na caça de notícias em seus sites preferidos. Agora, através da nova ferramenta, o fluxo de informação mudou e são os sites que informam o leitor sobre a publicação de notícias de seus interesses, de acordo com o cadastro efetuado nas referidas páginas da web.

É através da linguagem RSS que "os sites jornalísticos geram um fluxo automatizado de notícias escrito na linguagem XML (eXtensible Markup Language), que podem ser incorporadas a qualquer produto web preparado para tal, em um processo que se chama sindicação. As notícias também podem ser distribuídas para dispositivos móveis, como os celulares", como explicou Suzana em sala de aula.

Monday, May 21, 2007

Irã abre primeiro cibercafé só para mulheres

O primeiro cibercafé do Irã apenas para mulheres foi aberto perto da capital Teerã, com o objetivo de criar um "ambiente apropriado" para mulheres jovens. A informação foi dada nesta segunda-feira por uma agência de notícias semi-oficial iraniana.


Sob a rígida lei islâmica introduzida no país após a revolução de 1979, homens e mulheres que não sejam parentes não devem ficar juntos em locais públicos - embora essa proibição seja frequentemente desobedecida na prática, por exemplo, em diversos cibercafés na capital.

Muitos jovens iranianos são ávidos internautas, sendo que muitos utilizam as salas de bate-papo na Internet para manter relações sociais com pessoas do sexo oposto. "O ambiente da maioria dos cibercafés de Teerã não é apropriado para moças; por isso foi aberto este num ambiente inteiramente feminino", disse a agência de notícias Mehr.

A agência informou que clientes da cidade de Karaj, a oeste de Teerã, terão acesso à Internet em banda larga e aulas gratuitas de informática, e também que o café será operado sob a supervisão de uma organização estudantil.

As autoridades iranianas dizem que as normas rígidas de segregação sexual, além do código de vestimenta islâmica para mulheres, visam proteger as mulheres e não limitar seus direitos.
Desde que Mahmoud Ahmadinejad chegou à presidência, em 2005, prometendo um retorno aos valores da revolução, setores de linha dura vêm exercendo pressões em favor de controles mais rígidos para reprimir comportamentos ditos imorais.

* matéria da agência Reuters, extraida do portal Terra.

Pais de adolescentes viram 'espiões virtuais'


Encontrei a matéria abaixo no site da terra, acho que tem tudo a ver com as discussões feitas em sala de aula. Boa leitura a todos.



A popularidade de sites de relacionamento como Orkut, MySpace e Facebook entre crianças e adolescentes está transformando muitos pais em "espiões virtuais", de acordo com um estudo da universidade britânica London School of Economics (LSE).


Segundo a pesquisa, para manter um controle sobre as atividades virtuais dos filhos, 41% dos pais admitem verificar sigilosamente os sites navegados pelos filhos e 25% deles conferem os e-mails sem que os filhos saibam.


Esse tipo de monitoramento secreto é um dos reflexos do aumento da preocupação com possíveis "vidas secretas" online.


A pesquisa conduzida por Sonia Livingstone, professora de sociologia social da LSE, mostra também que crianças aproveitam as oportunidades que a internet apresenta de "brincar com a identidade, relacionamentos, exploração e comunicação".


"E elas podem não querer dividir essas experiências com os pais", conclui a estudiosa.
Aumento na procuraNa Grã-Bretanha, a organização Parentline Plus, que oferece aconselhamento a pais pelo telefone, verificou um aumento na procura do serviço relacionado ao uso da rede mundial de computadores.


"Embora computadores possam ser uma fonte fantástica de informações, eles também podem ser uma fonte de irritação e discussões em famílias", afirmou Jan Fry, vice-chefe-executivo da Parentline Plus.


Fry diz que para muitos pais, a preocupação é se os filhos são jovens demais para usar a Internet.


"Nós recomendamos que os pais mantenham a perspectiva e realmente só tomem medidas caso o uso do computador pareça estar se transformando em obsessão ou se a criança está abalada quando sai da Internet ou usando a rede para substituir amizades."
Entre os conselhos da Parentline Plus estão a instituição de regras sobre quanto tempo os filhos podem navegar na internet por dia e controles de segurança para tentar garantir que as crianças estão seguras online.


A pesquisa da LSE mostra que, no entanto, muitas vezes as medidas de pais e filhos ¿ estes tentando proteger a sua privacidade, aqueles buscando se tranqüilizar sobre os riscos que os filhos correm online ¿ acabam os transformando em "opositores, em vez de criar uma cooperação para resolver um problema gerado externamente: uma tecnologia perigosa".

BBC Brasil

Wednesday, May 16, 2007

Espanhola de 95 anos é blogueira mais velha na Web

Olha só o que encontrei no portal Terra, a blogueira mais velha na web.

Maria Amelia López Soliño ganhou de presente de aniversário do neto, em dezembro último, um blog. Ela comemorava 95 anos e tornou-se, assim, a blogueira de mais idade da Internet. E bastante produtiva: em pouco mais de dois meses, já tem mais de cem posts publicados e vem recebendo grande audiência.

"Navegar pela Internet para uma senhora da minha idade é um sonho, e nunca pensei que ia causar tanta notícia. Imaginei que algumas pessoas fossem me responder, mas tenho leitores de muitos países e todos me incentivam a continuar e me desejam longos anos de vida. Não sou uma mulher interessante, mas parece que os agradei", diz ela em uma das entradas no blog.

María Amélia, como se identifica no blog (http://amis95.blogspot.com/), diz estar contente em ser a blogueira mais velha do mundo, e admite que também ficaria muito feliz se outras pessoas começassem a fazer o mesmo, motivadas por sua "aventura". O mundo da Internet não lhe era tão estranho, pois já havia pedido ao neto Daniel que lhe mostrasse biografias de Felipe González, Alfonso Guerra e o cardeal Rocco Varela na rede.

Mesmo tendo alcançado grande popularidade na Espanha e em diversos outros países, onde ocupou inclusive grande espaço na imprensa escrita e digital, a "vovó da Internet" não tem maiores pretensões e descarta que vá seguir o exemplo de um outro blogueiro idoso, um sueco que, aos 93 anos, planeja ainda escrever uma autobiografia.

DificuldadesMesmo dizendo que este é um mundo novo e muito atraente para ela, María Amelia reconhece que as dificuldades existem. Não hesita em listar, de acordo com reportagem do site IBLNews.com, que seu principal problema é a vista, porque precisa estar muito perto do teclado para ver com claridade as teclas. Na tela, é mais fácil: basta tornar maior o tamanho das letras.

Mas o neto a ajuda a escrever. Daniel transcreve "sem mudar uma vírgula" suas palavras. "Eu disse a ele que queria comprar um computador, mas ele me fez desistir da idéia porque já sou muito velha para escrever. E às vezes não consigo ler direito por causa da catarata", explicou María Amelia em entrevista ao diário La voz de Galicia.

Tuesday, May 15, 2007

Cidadania Cibernética

A rede mundial de computadores alterou de maneira radical o cenário da sociedade moderna. Além das mudanças referentes a métodos organizacionais comercias, a escala de valores e conceitos sociais tradicionais passam por uma detalhada revisão e adaptação.

Uma das propostas – projetos anunciadas pela Internet seria o aumento da participação popular nos processos decisórios políticos - e, com isso, a solidificação do conceito de cidadania.

O pensamento inicial dos defensores da WEB afirmava que os diversos links, espaços ou canais estariam à serviço da população, para que esta pudesse alcançar a plenitude do conceito “cidadania”. A cidadania vista como um “status jurídico e político mediante o qual o cidadão adquire os direitos como indivíduo (civis, políticos, sociais) e os deveres (impostos, tradicionalmente o serviço militar, fidelidade…) relativos a uma coletividade política, além da faculdade de participar na vida coletiva do Estado, surge do princípio democrático da soberania popular”.

Esta concepção de cidadania é uma resultante das grandes revoluções liberais ( com o lema Igualité, Fraternité e Liberté) do século XVIII, e caracterizado pela primazia do Estado-Nação como coletividade política que agrupa os indivíduos. Esta cidadania equivale à nacionalidade.

Mas não seria a relação da Internet com a cidadania, uma relação de via dupla? Pois ao mesmo tempo que propõe soluções e iniciativas para tornar real a cidadania, não estaria também rompendo com o conceito clássico de cidadania? Já que a questão espaço x tempo parace não existir na grande rede e, palavras como nacionalidade não existe mais como pressuposto para estruturação dos Estado – Nação. Todos agoram podem torna-se cidadãos do mundo (desde que estejam conectados a teia virtual).

O fato é que a Internet quando cria maneiras de alterar o estado de paralisia crítica social, através da elevação da participação popular, revela o quanto sistema democrático ainda é insuficiente para o exercício da cidadania. Porém quando a Internet ofereçe ou traz a possibilidade ao indivíduo de torna-se cidadão do mundo (pois podemos assinar uma manifesto a favor da legalização do aborto em Portugal, enviar e-mails à Casa Branca em repúdio a presença de tropas norte-americanas no Iraque ou mensagens de solidariedade ao povo cubano e venezuelano em apoio a soberania desses paises) revela a necessidade da adaptação do conceito de cidadania na sociedade pós – virtual.

Saturday, May 12, 2007

Consumo, liberdade e prisão

Nas aulas de André Lemos, falamos muito sobre as inovações tecnológicas, muitas que já nos cercam e outras que estão por vir. Discutimos também a diferença entre necessidade e desejo, o que me fez pensar que a tecnologia, nos fez suprir necessidades, concomitante a criação dos desejos. Sempre tivemos a necessidade de nos comunicar e a partir dela, perpetuar a nossa história. Veio a comunicação oral, pintura rupestre, escrita, a imprensa de Guttemberg e o telefone de Graham Bell, que possibilitou criar outras tecnologias como a própria internet. Nossa necessidade de comunicar acompanhou a nossa evolução enquanto sociedade e à própria expansão do homem sobre o espaço geográfico.

Hoje temos tecnologias de comunicação e de envio de dados que nos permitem comunicar, de forma rápida, com qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo. Parece ser o suficiente, mas não é. A cada tecnologia inventada, é despertada no homem outra necessidade, ou um novo desejo. Posso explanar da seguinte forma: li na revista Carta Capital, que está sendo lançado no mercado popular, um computador pessoal com capacidade de armazenamento de 1TB. Me perguntei o que é um TB? Pois bem, um TeraByte é correspondente a 1.000 GB. Lembrei que em casa tenho um pc de 2 hd´s, um de 40GB e outro de 80GB e que me satisfaz completamente.

É assim, mesmo que não tenhamos a real necessidade, sempre buscamos ser mais capazes, velozes e interativos. No caso do pc de 1TB, sei que ele será útil para empresas, mas nem tanto em residências. Este desejo, antes intrínseco no homem se torna consumo, que por sua vez desperta a necessidade do novo, do mais veloz, do mais capaz. Num outro recorte, vem a tecnologia aliada à manutenção do estatus quo, como no exemplo do celular (ou Dispositivo Híbrido de Comunicação Móvel - HCM) V3 Dolce Gabana. É a tecnologia associada a uma marca e outro valores imbutidos que só distorcem a verdadeira função do dispositivo; ou que na verdade dá uma nova função: de manter o stablishment, a posição social.

Internet discada (barulinho do modem), banda larga, wireless. Memórias portáteis cada vez mais capazes, conexões mais rápidas, computadores mais velozes, entre outras, são tecnologias que libertam, mas que ao mesmo tempo nos aprisionam. Nos libertam porque podemos romper as barreiras geográficas permitindo uma comunicação instantânea, porém nos aprisionam, quando reconfiguram nossa cultura nos tornando dependente delas. Não sei se perceberam, mas este é o meu primeiro post neste blog. Até então não consegui blogar porque o convite não chegava até o meu e-mail e fiquei na dependência disto para postar e ser avaliado na disciplina. Hoje estamos o tempo todo conectados de uma forma ou de outra, seja com o celular, na internet ou de outra forma. Como André Lemos mesmo falou, "não dá para voltar e fazer um mundo sem carros, sem internet...".

Thursday, May 10, 2007

"Somos multimídia, a internet potencializa isso"

Ao ouvir essa instigante afirmação do professor André Lemos na aula do dia 09, iniciei um processo de masturbação mental na tentativa de me aprofundar mais na idéia, que por muitas vezes passa despercebida, e buscar compreender em quais aspectos podemos ser considerados multimídia.

De acordo com o dicionário Houaiss, em relação à informática, a multimídia diz respeito à técnica para apresentação de informações que recorre simultaneamente a diversos meios de comunicação, mesclando texto, som, imagens fixas e animadas.
Bem, sendo assim, podemos afirmar que somos sim multimídias já que reunimos capacidades textuais e audiovisuais de produção de informação. Quanto à potencialidade promovida pela internet não há o que discutir, basta lembrar que o mundo virtual promove o compartilhamento e divulgação ampla e irrestrita das informações.

Wednesday, May 9, 2007

Wi-fi: em casa ou no carro estamos conectados

Como comentei em sala de aula, a Autonet Mobile desenvolveu uma tecnologia para os carros. Em breve, quando um turista ou um cidadão alugar um carro nos Estados Unidos, o veículo poderá vir com um dispositivo de acesso a internet. O aparelho comporta até 10 provedores de acesso e pode ser levado para qualquer lugar. Essa nova tecnologia já tem uma cobertura de 95% do território americano, exceto em zonas muito afastadas. O aparelho é simples de utilizar. Não requer nenhum chip, nem downloads de programas, basta ligá-lo no acendedor de cigarros.

Para saber mais, clique aqui

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Wi-Fi é o fim do amaranhado de cabos, mas uma evolução da tecnologia. O usuário pode, com seu laptop, palm top, entre outros, acessar a internet em um raio de 200m, em qualquer lugar. Cidades como Nova York já disponibilizam desse recurso nas ruas. Seria uma forma de inclusão digital? pois, aquele que possuir um computador e um modem pode ter acesso a internet de graça, desde que esteja próxima de alguém que utilize a conexão Wi-Fi. E assim, navegar gratuitamente.