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Friday, May 25, 2007

Nesta novela, quem é o vilão e quem é o mocinho???

Na última quarta-feira (dia 23), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado adiou a votação do polêmico projeto de lei para controle da Internet, proposta pelo senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG). A votação deve acontecer na próxima semana, no dia 30. Se aprovada, a nova legislação obrigará provedores a informar dados sigilosos que levem aos criminosos da Internet, especialmente os invasores de sites: os "hackers". O projeto tem por objetivo incluir no Código Penal a tipificação dos chamados crimes cibernéticos e prevê a "legítima defesa digital", que permitirá a técnicos e profissionais de informática invadir, em caso de suspeita de ataques de hackers, sistemas e meios de comunicação digital de empresas e de pessoas comuns para barrar ataques.

Mesmo não entendendo muito de Informática (e pelo visto o senador Eduardo Azeredo entende menos que eu), senti-me tentada a colocar algumas interrogações aqui neste mundinho digital...

O termo “hackers” no projeto que tramita no Senado é utilizado claramente para se referir aos criminosos da Internet. Bem, como aprendemos nas nossas aulas de Cibercultura, embora o senso comum atribua aos hackers o papel de vilão do mundo digital, o termo é mais apropriado para designar aqueles programadores que, em geral, partem do princípio de que todo sistema de segurança tem uma falha, e de que a função deles é encontrar essa porta, sem a finalidade de cometer crimes, mas sim de (re)construir a rede, tornando-a mais acessível e, desta forma, melhor (como fizeram os invetores da microinformática). Os vândalos, que se aproveitam destes conhecimentos para cometer os crimes no ciberespaço, como vimos insistentemente, são os crackers.

A pergunta é: esse uso incorreto de terminologia no projeto de lei não criaria um engodo? Estaria a lei protegendo os “vilões” e condenando os “mocinhos”?

E só mais uma coisinha... Qual o melhor termo para definir aqueles técnicos e profissionais que possuirão todo o respaldo da lei (da “defesa digital”) para invadir de simples e-mails a sistemas secretos de empresas, tendo acesso, inclusive, a conhecimentos estratégicos? Hum... “Defensockers”?

Wednesday, May 23, 2007

A cibercultura nasceu nas garagens

Para os que pensam que o desenvolvimento da internet e da Web deve-se as grandes corporações capitalistas, estão enganados. Se hoje podemos navegar no ciberespaço em nossos próprios computadores (PC), é preciso agradecer aos hackers guerrilheiros, que através de um movimento de contracultura criou tanto a microinformática como a grande rede mundial de computadores na década de 70.

A aula de ontem foi basicamente sobre esse processo histórico e as suas implicações sociais. André Lemos, sustentou que a cibercultura teve seu início graças a este processo de descentralização do pólo de emissão e conexão à rede, reconfigurando assim, as relações de poder e controle da informação em nossa sociedade.

Penso que, atualmente, os movimentos de contracultura cibernética sejam exemplificados pelos desenvolvedores de software livre e os cidadãos que participam da produção de conteúdo, o que altera as formas históricas tanto do ensino como o de construção da realidade, antes exclusiva dos meios massivos.

Saturday, May 19, 2007

Hackers X Crackers

No último dia 09, foi abordada em sala de aula a diferenciação entre hacker e crackers. Vasculhando a internet encontrei alguns conteúdos interessantes, dentre eles, uma entrevista do ministro Gilberto Gil ao Vermelho Online (portal do PCdoB), intitulada O dia em que Gil desafiou a mídia e endossou a ética hacker .
Na entrevista publicada no dia 25 de março, Gil declara que a essência filosófica da ética ''hacker'' consiste nas tradições da cultura compartilhada. "Hackers resolvem problemas e compartilham saber e informação. Acreditam na liberdade e na ajuda mútua voluntária", já os crackers, "são pessoas que se divertem invadindo computadores e fraudando o sistema telefônico... A diferença básica é esta: hackers constroem coisas, crackers destroem coisas".

Há ainda a explicação dada pelo especialista Ramiro Costa sobre a diferença entre hackers e crackers.
obs: para acessar o vídeo com esclarecimentos de Ramiro Costa é preciso se cadastrar, mas o serviço é gratuito.