Friday, May 25, 2007
Nesta novela, quem é o vilão e quem é o mocinho???
Mesmo não entendendo muito de Informática (e pelo visto o senador Eduardo Azeredo entende menos que eu), senti-me tentada a colocar algumas interrogações aqui neste mundinho digital...
O termo “hackers” no projeto que tramita no Senado é utilizado claramente para se referir aos criminosos da Internet. Bem, como aprendemos nas nossas aulas de Cibercultura, embora o senso comum atribua aos hackers o papel de vilão do mundo digital, o termo é mais apropriado para designar aqueles programadores que, em geral, partem do princípio de que todo sistema de segurança tem uma falha, e de que a função deles é encontrar essa porta, sem a finalidade de cometer crimes, mas sim de (re)construir a rede, tornando-a mais acessível e, desta forma, melhor (como fizeram os invetores da microinformática). Os vândalos, que se aproveitam destes conhecimentos para cometer os crimes no ciberespaço, como vimos insistentemente, são os crackers.
A pergunta é: esse uso incorreto de terminologia no projeto de lei não criaria um engodo? Estaria a lei protegendo os “vilões” e condenando os “mocinhos”?
E só mais uma coisinha... Qual o melhor termo para definir aqueles técnicos e profissionais que possuirão todo o respaldo da lei (da “defesa digital”) para invadir de simples e-mails a sistemas secretos de empresas, tendo acesso, inclusive, a conhecimentos estratégicos? Hum... “Defensockers”?
Wednesday, May 23, 2007
A cibercultura nasceu nas garagens
Para os que pensam que o desenvolvimento da internet e da Web deve-se as grandes corporações capitalistas, estão enganados. Se hoje podemos navegar no ciberespaço em nossos próprios computadores (PC), é preciso agradecer aos hackers guerrilheiros, que através de um movimento de contracultura criou tanto a microinformática como a grande rede mundial de computadores na década de 70.
A aula de ontem foi basicamente sobre esse processo histórico e as suas implicações sociais. André Lemos, sustentou que a cibercultura teve seu início graças a este processo de descentralização do pólo de emissão e conexão à rede, reconfigurando assim, as relações de poder e controle da informação em nossa sociedade.
Penso que, atualmente, os movimentos de contracultura cibernética sejam exemplificados pelos desenvolvedores de software livre e os cidadãos que participam da produção de conteúdo, o que altera as formas históricas tanto do ensino como o de construção da realidade, antes exclusiva dos meios massivos.
Saturday, May 19, 2007
Hackers X Crackers
Há ainda a explicação dada pelo especialista Ramiro Costa sobre a diferença entre hackers e crackers.