Saturday, November 10, 2007

Na FSP de hoje

ABI cria Salão do Jornalista Escritor

Entidade reunirá em São Paulo alguns dos mais conhecidos escritores do país

DA REPORTAGEM LOCAL

A ABI (Associação Brasileira de Imprensa) inaugura oficialmente na quarta-feira o 1º Salão Nacional do Jornalista Escritor, no Memorial da América Latina, em São Paulo -iniciativa que abrirá as comemorações do centenário da ABI, em 2008."A proposta é fazer um salão anual, uma vez em São Paulo e outra no Rio", explica o vice-presidente da entidade, Audálio Dantas, 78. "Hoje a produção de livros por jornalistas justifica um evento dessa natureza", que visa discutir "a questão do jornalismo e literatura. Já temos cadeiras de jornalismo literário em várias faculdades".O debate sobre o "jornalismo literário" se avoluma num momento em que a literatura está cada vez mais ausente dos jornais, observa Ruy Castro, 59, colunista da Folha: "Houve um tempo em que os jornais pululavam de grande crítica literária, folhetins, poemas, contos etc. E, na época, ninguém falava em "jornalismo literário". Hoje, falam tanto nisso e literatura, que é bom, não tem".Na opinião do jornalista Mauro Santayana, 75, esse distanciamento foi acompanhado por um declínio do texto jornalístico: "Na minha geração, o jornalismo era o caminho para os jovens que sonhavam com uma carreira literária. Por isso havia mais jornalistas-escritores que hoje". Com o tempo, a competição com a TV e a ênfase na lucratividade "reduziram o cuidado com o texto, a fim de privilegiar a urgência", até que os jornalistas "foram vencidos pela pausterização dos textos".Para Audálio, essa evolução no sentido de um noticiário mais rápido está ligada à necessidade de reduzir custos: "Na revista "Realidade", eu fiz uma matéria na qual demorei 45 dias só na pesquisa do assunto. O custo para se fazer uma publicação dessa natureza é alto".O escritor Ignácio de Loyola Brandão, 71, discorda: "A "Realidade" estava condenada pela censura, que de todos os lados cortava, vetava, proibia. Era uma das mais lidas e mais bem escritas revistas deste país -e a mais corajosa. Todos os seus temas eram polêmicos, provocativos. E era uma época que não admitia polêmica". Mas acrescenta: "Não sei se ela teria espaço hoje. Talvez fosse séria demais para um país como este. Era uma revista inteligente demais para o país suportar".

2 comments:

Anonymous said...

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Lívia Ascava said...

Para quem já falou sobre cibercomunismo, cibercultura e afins...

A partir da segunda quinzena de abril, Barbrook estará no Brasil, para um ciclo de debates no RJ, SP, MG e BA, que marcam a tradução de sua primeira obra para a lingua portuguesa: "Futuros Imaginários - Das máquinas pensantes à aldeia global", lançada pela Editora Peirópolis em parceria com o Descentro.